Visitar
o Pará é ir ao encontro de algo inovador, surpreendente. É preciso estar
preparado para saborear experiências que marcarão a sua vida. Experiências
essas que, além de mexer com todos os seus sentidos – visão, audição, olfato,
tato e paladar – com certeza, mexerá também com o coração.
Sim,
isso mesmo! No Pará tudo é grandioso, eloquente, encantador… Uma vez lá,
prepare-se para se apaixonar. Seja pela beleza dos seus incontáveis atrativos
ou pelo seu povo hospitaleiro e cativante.
Rico em
atrativos naturais, o Estado não se resume ao charme da sua capital, Belém. O
seu interior reserva belezas capazes de deixar qualquer um extasiado diante de
tanta originalidade. Ilhas de água doce, lagos, dunas, uma fauna e uma flora
exuberantes, cidades praianas próximas à floresta compõem um cenário diversificado,
dividido nas regiões turísticas de Belém, Marajó, Amazônia Atlântica, Tapajós,
Tocantins-Araguaia e Xingu.
Cada
região oferece particularidades a exemplo dos búfalos e das cerâmicas
marajoaras na ilha de Marajó; o relevo, o clima e o mar da região Amazônia
Atlântica; as praias de água doce na região Tapajós; a prática da pesca de rio
na Tocantins Araguaia e Xingu. Apesar de algumas diversidades, possuem muito em
comum, principalmente a exuberância peculiar da natureza. Alguns lugares são
tão envolventes que têm o dom de nos fazer parar no tempo.
Para
chegar a cada uma dessas regiões, Belém é o ponto de partida. O ideal é durante
os dias destinados à Capital, fazer uma pesquisa mais apurada nos sites
oficiais (ver endereços abaixo) para escolher o destino que mais lhe agrada,
uma vez que a carta de ofertas é imensa. Aos amantes do surf, vale programar a
experiência na pororoca, ondas originadas do encontro do rio com o mar.
A
diversidade de Marajó
A maior
ilha flúviomarítima do mundo, Marajó, é banhada pelo oceano Atlântico e pelos
rios Amazonas e Tocantins. Destaca-se pela beleza ímpar das suas riquezas
naturais: selva amazônica, mangues, campos, rios, igarapés (como são chamados
os lagos na região). Até mesmo, pântanos e sítios arqueológicos se distribuem em
12 municípios.
Uma boa
pedida é hospedar-se em Soure, a considerada a “capital” da Ilha, a cerca de
três horas de barco, saindo de Belém. É onde se concentram os melhores
restaurantes, hospedagens e as melhores praias. Outra boa opção é Salvaterra ou
as fazendas tradicionais, onde é possível obter experiências, a exemplo da
lanternagem de jacarés e percorrer trilhas em lombo de búfalos.
O legado
artístico e cultural da ilha é um atrativo turístico à parte. A cerâmica
marajoara, caracterizada pela técnica artesanal e por retratar elementos da
cultura indígena, existe há cerca de três mil anos. Ainda hoje é destaque no
artesanato paraense, tornando-se conhecida nacional e internacionalmente:
Tapajós:
beleza simples e selvagem
A maior
de todas as regiões turísticas do Estado, Tapajós, é também a que se destaca em
beleza singela e ao mesmo tempo selvagem. Abrangendo grande parte da porção
ocidental do Estado é ideal para a prática do ecoturismo. Seu diferencial
deve-se ao fato de abrigar o encontro de dois grandes rios da região: o
Amazonas, caracterizado pela sua grandeza e cor barrenta e o Tapajós, que
encanta a todos com águas azuis, num tom quase esverdeado.
Como a
mistura água-óleo, os dois correm lado a lado, por quilômetros e quilômetros
sem se misturar, fenômeno explicado devido ao fato de suas águas serem
diferentes tanto em densidade, quanto em temperatura e velocidade.
Para
conhecer de perto esse fenômeno o ideal é hospedar-se em Santarém, onde os dois
rios se encontram, proporcionando um verdadeiro espetáculo natural. Outras
opções são os municípios de Monte Alegre, Óbidos, Alenquer, e Oriximiná. Neles
é possível descansar à beira de belas praias de rio e percorrer trilhas que
levam a cachoeiras e a formações rochosas.
Amazônia
Atlântica: encontro da Floresta com o mar
Banhada
pelo oceano Atlântico, a costa do Pará é surpreendente. É onde a beleza da
floresta se encontra com as paisagens litorâneas. O verde fechado abre suas
janelas para a o sussurro da brisa do mar, originando um cenário exótico e
encantador.
Viveiros
de pássaros, mangues, rios e igarapés dão um diferencial à paisagem, onde a
prática do ecoturismo é favorecida. Para desvendar essa região, o ideal é
escolher pelo menos um dos municípios que a compõem, a exemplo de São Caetano
de Odivelas, Marapamim, Curuçá, Salinópolis e Bragança. Neles é possível
encontrar infraestrutura que garantirá mais conforto ao turista.
Algumas
praias são simplesmente encantadoras. É o caso da Ilha de Maiandeua, ou
Algodoal como também é conhecida. Em meio a uma imensidão de água, uma faixa de
terra branca concentra paisagens inesquecíveis. Suas dunas enriquecem a
paisagem do lugar, atraindo turistas e encantando os nativos.
Essa
região turística inclui, ainda, outras praias a exemplo de Apeú-Salvador,
Ajuruteua, Marieta, Salinas, Praia do Atalaia e praia do Farol Velho. Esta
última, localizada ao lado oposto da Atalaia, no litoral, oferece um ambiente
mais tranquilo. Também vale destacar a praia da Maria Baixinha. Sem ondas é
localizada em mar aberto. O acesso de barco é feito a partir de Salinas.
Contato
com o Tocantins-Araguaia
Os
amantes da pesca esportiva não podem deixar de conhecer uma das regiões
turísticas mais piscosas da região Norte: a Tocantins-Araguaia. Compreendida
pela parte banhada pelo rio Araguaia, que faz divisa do Pará com o Estado do
Tocantins, não poderia deixar de oferecer lugares ideais para a pesca.
Dentre
eles, destacam-se dois lagos: o da Moita e o da Hidroelétrica de Tucuruí.
Ideais para a pesca de jaraquis, tucunarés, pirarucus dentre outros,
possibilitam a prática de acampamentos nos bancos de areia formado pelo
Araguaia ou em locais à sua margem, sob o abrigo de árvores frondosas. Maior
conforto pode ser obtido ao se hospedar em uma das cidades que fazem parte do
Roteiro das Águas, a exemplo de Conceição do Araguaia e Santa Maria das
Barreiras.
Aventuras
no Xingu
A pesca
esportiva no Pará se entende à região do Xingu, rio caudaloso de águas escuras
que batiza a região. Com uma considerável porção de floresta intocada, ainda
abriga tribos indígenas. A região perfeita para a prática do ecoturismo.
É em
Xingu onde fica Altamira, o maior município do mundo em extensão, de grande
significado histórico, uma vez que foi palco dos primeiros entendimentos entre
indígenas e portugueses. É nele onde se inicia a “volta grande do Xingu”,
trecho sinuoso e cheio de cachoeiras e cascatas, o que favorece passeios.
Também vale visitar Vitória do Xingu, famosa pelas suas rotas de pesca.

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