sábado, 23 de novembro de 2013

Rio Xingu....



Região das Cachoeiras da Volta Grande do Rio Xingu, próximo ao Ramal 27, da CENEC. Após a construção das barragens da AHE Belo Monte esse local ficará com vazão reduzida, Vitória do Xingu, Pará



O futuro do Rio Xingu e de seus povos foi a preocupação central dos 50 participantes de encontro realizado em Altamira, Pará, nos dias 3 e 4 e março. Promovido pelo Movimento Xingu Vivo para Sempre, sediado naquele município, que congrega mais de 100 organizações (locais, regionais e nacionais), a reunião contou com representantes de 31 organizações, incluindo alguns internacionais. Em debate, a concessão da licença prévia para a construção da hidrelétrica de Belo Monte dada pelo Ibama em 1º de fevereiro passado. “Permanecem em aberto e sem esclarecimento questões que todos consideraram fundamentais”, relata o advogado do ISA, Raul Telles do Valle, que participou da reunião. São elas:



> > a indefinição do “hidrograma” do trecho de vazão reduzida, ou seja, qual o volume de água a ser liberado nos 100 km da Volta Grande do Rio Xingu, que ficarão secos; como é sabido, os povos que vivem nessa região dependem da pesca e não se sabe exatamente o que vai acontecer com os peixes nesse trecho do rio;

> > a indefinição sobre a qualidade de água do lago do reservatório e dos canais;

> > a falta de licenciamento das linhas de transmissão – não se sabe por onde passarão e quanto irão custar.




Outra questão fundamental que permanece sendo objeto de protestos é a falta de consulta aos povos indígenas que serão direta e indiretamente afetados pelo emprendimento, a maior obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Lula.

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