Região das Cachoeiras da
Volta Grande do Rio Xingu, próximo ao Ramal 27, da CENEC. Após a construção das
barragens da AHE Belo Monte esse local ficará com vazão reduzida, Vitória do
Xingu, Pará
O futuro do Rio Xingu e
de seus povos foi a preocupação central dos 50 participantes de encontro
realizado em Altamira, Pará, nos dias 3 e 4 e março. Promovido pelo Movimento
Xingu Vivo para Sempre, sediado naquele município, que congrega mais de 100
organizações (locais, regionais e nacionais), a reunião contou com representantes
de 31 organizações, incluindo alguns internacionais. Em debate, a concessão da
licença prévia para a construção da hidrelétrica de Belo Monte dada pelo Ibama
em 1º de fevereiro passado. “Permanecem em aberto e sem esclarecimento questões
que todos consideraram fundamentais”, relata o advogado do ISA, Raul Telles do
Valle, que participou da reunião. São elas:
> > a indefinição
do “hidrograma” do trecho de vazão reduzida, ou seja, qual o volume de água a
ser liberado nos 100 km da Volta Grande do Rio Xingu, que ficarão secos; como é
sabido, os povos que vivem nessa região dependem da pesca e não se sabe
exatamente o que vai acontecer com os peixes nesse trecho do rio;
> > a indefinição
sobre a qualidade de água do lago do reservatório e dos canais;
> > a falta de
licenciamento das linhas de transmissão – não se sabe por onde passarão e
quanto irão custar.
Outra questão fundamental
que permanece sendo objeto de protestos é a falta de consulta aos povos
indígenas que serão direta e indiretamente afetados pelo emprendimento, a maior
obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo Lula.
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